sexta-feira, 19 de junho de 2009

FESTA JUNINA


Estamos saindo de uma greve e temos consciência da necessidade de avançar o conteúdo, para que nossos alunos não percam mais do que já perderam, mas a Festa Junina é um evento que já estava programado para acontecer e, a pedido dos alunos, direção, corpo técnico, professores e funcionários decidiram realizar o evento que acontecerá no próximo dia 26/06 na Sede Campestre da ASSEDUC, no horário de 10:00 às 17:00. Nos dias 29 e 30 de junho as aulas acontecerão normalmente.
Contamos com a compreensão dos pais no apoio dessa decisão e pedimos que participem no sentido de contribuir com o brilhantismo da festa.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A GREVE NÃO É A SOLUÇÃO

Após 41 dias de paralisação, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Pará resolve pôr fim à greve que, infelizmente, não trouxe nenhum benefício aos trabalhadores da educação pública. Mais uma prova de que o governo não prioriza a Educação e parece não demonstrar nenhum interesse em fazer investimentos num setor que não apresenta retorno imediato. O problema não está somente nos baixos salários, mas também na falta de estrutura das escolas e na formação dos professores. O que o governo anuncia aos quatro ventos é que as políticas públicas para a educação melhoraram sensivelmente, mas o que se vê é algo totalmente oposto: escolas sujas, com teto caindo, salas alagadas pelas fortes chuvas, falta de professores e muitos outros. Distribuir agendas e mochilas para os estudantes não resolve. O que se gastou com esses materiais poderia ser empregado em projetos mais ousados que realmente beneficiassem os estudantes em termos de aprendizagem.
Esta greve ensinou aos educadores que esvaziar as escolas não é a solução. É preciso estudar outras formas de pressionar o governo, porque, infelizmente ele tem o poder e será sempre a primeira voz a ser ouvida. Esta não foi a primeira greve nem a última, certamente acontecerão outras até que consigamos eleger um governo com histórico de paixão pelo magistério e que possa, em fim, abraçar a nossa causa.
(AT)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MEU COMPANHEIRO

O Caderno

 
(Toquinho/Mutinho)
 
Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel
 
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas bimestrais
Você vai ver
Serei de você confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel
 
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel
 
O que está escrito em mim 
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer
 
Só peço a você um favor 
Se puder
Não me esqueça num canto qualquer

quarta-feira, 27 de maio de 2009

FLORESTA PROTEGIDA, CIDADÃO DESAMPARADO

É fato que o aquecimento global será a grande preocupação da humanidade nos próximos vinte anos e é público e notório que esse é um problema provocado pelo próprio ser humano e que só ele poderá contribuir para amenizar. Nos últimos tempos o governo brasileiro parece demonstrar relativa preocupação com a questão através dos empreendimentos às ações sustentáveis como o reflorestamento de florestas nativas e preservação de ocossistemas, mas um efeito grave que hoje está estampado na mídia e nos lares de muitos brasileiros é a falta de políticas que beneficiem a população pobre que mais sofre com as enchentes e chuvas fortes e com o desemprego. Proteger a floresta do desmatamento é um dever de todos, mas oferecer condições de sobrevivência àqueles que dependiam de uma árvore cortada para ter o pão de cada dia é certamente dever e obrigação do governo.
Cenas como a que está sendo veiculada na mídia ocorrida em Nova Esperança do Piriá não podem continuar acontecendo num Estado farto como o Pará. As pessoas pobres precisam ter seus direitos garantidos, já que não optaram por desmatar ou preservar. O que se deve instaurar nas áreas mais atingidas são propostas de sustentabilidade que realmente beneficiem a população e ainda se mantenha a floresta intocável, se é que isso ainda é possível.

(Aricleide Tavares)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A LEITURA TRANSFORMA O HOMEM

Gostaríamos que nossos alunos, sem ânimo para o exercício da leitura, lessem a história abaixo e passassem a refletir sobre sua postura em sala de aula. Que a leitura transforma o homem é uma verdade absoluta, o que falta é encontrar o desejo de transformação.


VALE MAIS QUE UM TROCADO
Ambulantes, pedintes e moradores de rua não esperam só por dinheiro dos motoristas parados no sinal vermelho. Sem pagar pra ver, eu vi
Rodrigo Ratier (rodrigo.ratier@ abril.com. br)

CAMINHO LIVRE
A cada livro oferecido em vez de esmola, um leitor descoberto.

"Dinheiro eu não tenho, mas estou aqui com uma caixa cheia de livros. Quer um?" Repeti essa oferta a pedintes, artistas circenses e vendedores ambulantes, pessoas de todas as idades que fazem dos congestionamentos da cidade de São Paulo o cenário de seu ganha-pão. A ideia surgiu de uma combinação com os colegas de NOVA ESCOLA: em vez de dinheiro, eu ofereceria um livro a quem me abordasse - e conferiria as reações.
Para começar, acomodei 45 obras variadas - do clássico Auto da Barca do Inferno, escrito por Gil Vicente, ao infantil divertidíssimo Divina Albertina, da contemporânea Christine Davenier - em uma caixa de papelão no banco do carona de meu Palio preto. Tudo pronto, hora de rodar. Em 13 oferecimentos, nenhuma recusa. E houve gente que pediu mais.
Nas ruas, tem de tudo. Diferentemente do que se pode pensar, a maioria dessas pessoas tem, sim, alguma formação escolar. Uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, realizada só com moradores de rua e divulgada em 2008, revelou que apenas 15% nunca estudaram. Como 74% afirmam ter sido alfabetizados, não é exagero dizer que as vias públicas são um terreno fértil para a leitura. Notei até certa familiaridade com o tema. No primeiro dia, num cruzamento do Itaim, um bairro nobre, encontrei Vitor*, 20 anos, vendedor de balas. Assim que comecei a falar, ele projetou a cabeça para dentro do veículo e examinou o acervo:
- Tem aí algum do Sidney Sheldon? Era o que eu mais curtia quando estava na cadeia. Foi lá que aprendi a ler.
Na ausência do célebre novelista americano, o critério de seleção se tornou mais simples. Vitor pegou o exemplar mais grosso da caixa e aproveitou para escolher outro - "Esse do castelo, que deve ser de mistério" - para presentear a mulher que o esperava na calçada.
Aos poucos, fui percebendo que o público mais crítico era formado por jovens, como Micaela*, 15 anos. Ela é parte do contingente de 2 mil ambulantes que batem ponto nos semáforos da cidade, de acordo com números da prefeitura de São Paulo. Num domingo, enfrentava com paçocas a 1 real uma concorrência que apinhava todos os cruzamentos da avenida Tiradentes, no centro. Fiz a pergunta de sempre. E ela respondeu:
- Hum, depende do livro. Tem algum de literatura?.provocou, antes de se decidir por Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
As crianças faziam festa (um dado vergonhoso: segundo a Prefeitura, ainda existem 1,8 mil delas nas ruas de São Paulo). Por estarem sempre acompanhadas, minha coleção diminuía a cada um desses encontros do acaso. Érico*, 9 anos, chegou com ar desconfiado pelo lado do passageiro:
- Sabe ler?, perguntei.
- Não..., disse ele, enquanto olhava a caixa. Mas, já prevendo o que poderia ganhar, reformulou a resposta:
- Sim. Sei, sim.
- Em que ano você está?
- Na 4ª B. Tio, você pode dar um para mim e outros para meus amigos?, indagou, apontando para um menino e uma menina, que já se aproximavam.
Mas o problema, como canta Paulinho da Viola, é que o sinal ia abrir. O motorista do carro da frente, indiferente à corrida desenfreada do trio, arrancou pela avenida Brasil, levando embora a mercadoria pendurada no retrovisor.
Se no momento das entregas que eu realizava se misturavam humor, drama, aventura e certo suspense, observar a reação das pessoas depois de presenteadas era como reler um livro que fica mais saboroso a cada leitura. Esquina após esquina, o enredo se repetia: enquanto eu esperava o sinal abrir, adultos e crianças, sentados no meio-fio, folheavam páginas. Pareciam se esquecer dos produtos, dos malabares, do dinheiro...
- Ganhar um livro é sempre bem-vindo. A literatura é maravilhosa, explicou, com sensibilidade, um vendedor de raquetes que dão choques em insetos.
Quase chegando ao fim da jornada literária, conheci Maria*. Carregava a pequena Vitória*, 1 ano recém-completado, e cobiçava alguns trocados num canteiro da Zona Norte da cidade. Ganhou um livro infantil e agradeceu. Avancei dois quarteirões e fiz o retorno. Então, a vi novamente. Ela lia para a menininha no colo. Espremi os olhos para tentar ver seu semblante pelo retrovisor. Acho que sorria.

* Os nomes foram trocados para preservar os personagens.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A DARWIN O QUE É DE DARWIN...

As ideias revolucionárias do naturalista inglês, que nasceu há 200 anos, são os pilares da biologia e da genética e estão presentes em muitas áreas da ciência moderna. O mistério é por que tanta gente ainda reluta em aceitar que o homem é o resultado da evolução Os 5 pilares do darwinismo

1 A evolução das espécies
O mundo não foi criado por ninguém, nem é imutável. Os organismos estão em um lento e constante processo de mutação
2 O ancestral comum
Cada grupo de organismos descendem de um ancestral comum. Todos os grupos, incluindo animais, plantas e microorganismos, remetem a uma única origem da vida na terra - a ameba original.
3 A multiplicação das espécies
As espécies tendem a se diferenciar, criando novas espécies. O isolamento geográfico de determinada população, por exemplo, resulta ao longo do tempo no surgimento de nova espécie.
4 O gradualismo
As populações se diferenciam gradualmente, de geração em geração, que surgiram por um "galho" da árvore da vida não mais pertençam a mesma espécie do "tronco" e de outros "galhos".
5 A seleção natural
Os seres vivos sofrem mutações genéticas e podem passa-las a seus descendentes. cada nova geração tem sua herança posta à prova pelas condições ambientais em que vivem

A atualidade da evolução

Fenômenos tão díspares quanto as superbactérias e a epidemia de obesidades têm sua natureza aclarada pelo darwinismo
AS SUPERBACTÉRIAS
Os antibióticos aceleram a seleção de bactérias, processo que beneficia as cepas mais resistentes ao remédio. variantes do Staphylococcus aureus resistem hoje à maioria dos antibióticos.
AS DIETAS
A evolução premiou com a sobrevivência em longos períodos de escassez de comida os grupos humanos com maior capacidade de estocar gordura. Resultado: com a relativa abundância de comida, as pessoas engordam mais facilmente.
O SUCESSO DA FAMÍLIA
Antepassados humanos mais dispostos à vida em família tiveram vantagem competitivas sobre os grupos menos gregários. A união familiar evoluiu para o clã e para a cidade estado, a primeira manifestação da vida civilizada.
VAMOS ÀS COMPRAS?
Na perspectiva evolucionista, a tendência ao consumo exagerado e exibicionista é herança ancestral das vantagens evolucionista de se mostrar mais poderoso.
O LEITE DE CADA DIA

A tolerância a lactose, que permitiu aos adultos digerir o leite, é uma mutação benéfica rara que surgiu aleatoriamente na espécie humana. Entre os povos criadores de animais leiteiros, ela se tornou uma vantagem evolutiva considerável e, com o tempo, a maioria dos indivíduos dessas sociedades a apresenta.
O darwinismo explica por que...
...soluçamos
Os nervos que controlam a respiração já no ancestral que originou mamíferos, peixes e anfíbios. Girinos quando respiram por brânquias, fecham a glote para evitar que a água entre nos pulmões. Sem brânquias e fora da água, o ser humano faz o contrário: abre a glote para permitir a passagem do ar. Quando nervos e músculos estão irritados, o corpo lembra do passado anfíbio. Puxa o ar e fecha a glote, provocando o soluço.
...roncamos
A fala é possível também porque desenvolvemos músculos que movimentam a língua, a boca, e controlam a rigidez da garganta. A estrutura flexível foi favorecida pela evolução, mas provoca um efeito colateral. Durante o sono, os músculos relaxam e dificultam a entrada de de ar, causando ronco e apenia.
...engasgamos
Em chimpanzés e quase todos os mamíferos, a laringe fica na parte superior da garganta. Isso permite a eles comer e respirar ao mesmo tempo sem risco de sufocar, mas limita a emissão de sons. A laringe do homem fica mais para baixo, facilitando a modulação dos sons e a fala. Em compensação, engasgamos mais que os outros mamíferos.
...temos cóccix

O cóccix, na base da coluna, é um indício que os ancestrais humanos tinham rabo. Como nem chimpanzés nem gorilas têm cauda, é provável que o rabo tenha desaparecido muito cedo, no ancestral comum entre homem e os grandes primatas.
...temos dentes de siso
Enquanto o crânio aumentou, a mandíbula diminuiu. Desprezados por todos executando-se os dentistas , que cobram para arranca-los, os dentes de siso datam da época em que os homens possuíam mandíbulas maiores.
...sofremos de apendicite
Em animais cuja a alimentação consiste de plantas, o apêndice é bem maior que o humano e auxilia na digestão. Indica que algum ancestral nosso era herbívoro . Para o homem, essa estrutura serve apenas para abrigar infecções.
...sentimos as dores do parto
Para abrigar o cérebro avantajado, o crânio do bebê é grande em relação ao corpo. Já o canal da bacia, Por onde o bebê passa durante o parto, não pode aumentar naquela mesma proporção, porque a posição ereta exige uma pélvis relativamente estreita. Um bebê com crânio grande tendo de passar por um canal pequeno, resulta num parto demorado e doloroso.
...sentimos arrepios
Em resposta ao medo, gatos, cães, e outros mamíferos oriçam o pelo, parecendo maiores diante do inimigo. A seleção natural removeu os pelos dos humanos, mas manteve o mecanismo que os deixa eriçados, causando o arrepio.
(Fonte: Revista Veja)